Seguidores

Pesquisar este blog

Arquivo do blog

sábado, 9 de janeiro de 2016

O surpreendente lado ruim de ser inteligente


Temos uma tendência a pensar em gênios como seres atormentados por angústias existenciais, frustrações e solidão – a escritora Virginia Woolf, o matemático Alan Turing e até a fictícia Lisa Simpson são estrelas solitárias, isoladas apesar de seu brilho.
A questão pode parecer um assunto que atinge apenas alguns poucos privilegiados – mas os conceitos e ideias por trás dessa impressão repercutem em quase todos nós.
Boa parte do sistema educacional ocidental é direcionada a melhorar a inteligência acadêmica. Apesar de suas limitações serem conhecidas, o Quociente de Inteligência (QI) ainda é a principal maneira de medir habilidades cognitivas. Cada vez mais gente gasta fortunas em atividades de treinamento do cérebro para tentar melhorar sua pontuação. Mas e se essa busca pela genialidade for uma tarefa para tolos?
As primeiras respostas para esses questionamentos surgiram há quase um século, no auge da Era do Jazz americana. Na época, o teste de QI ganhava popularidade após ter se provado útil nos centros de recrutamento de voluntários durante a Primeira Guerra Mundial.
Os altos e baixos de pequenos gênios

Image captionEstudos mostraram que pessoas com alto QI sofrem mais de ansiedade

Em 1926, o psicólogo Lewis Terman decidiu usar a prova para identificar e estudar um grupo de crianças superdotadas. Ele selecionou 1,5 mil alunos da Califórnia com QI maior que 140 – 80 deles com mais de 170 de QI. O grupo ficou conhecido como os “Termites”, e os altos e baixos de suas vidas ainda são estudados hoje em dia.
Como era de se esperar, muitos dos Termites cresceram para fazer fama e fortuna. Nos anos 1950, eles ganhavam um salário médio que correspondia ao dobro do de pessoas “comuns”.
Mas, inesperadamente, muitas crianças no grupo de Terman preferiram profissões menos glamorosas, como policial, marinheiro ou datilógrafo. Os Termites também não foram particularmente mais felizes do que o cidadão americano comum, com os níveis de divórcio, alcoolismo e suicídio semelhantes ao da média da população do país.
A moral da história é que, na melhor das hipóteses, um grande intelecto não faz diferença em relação à sua satisfação com a vida. Na pior, ele pode significar uma sensação maior de vazio.
Isso não quer dizer que todo mundo com um QI alto seja um gênio torturado, como a cultura popular nos faz crer. Mas ainda é assim, é algo intrigante. Por que os benefícios de ter uma inteligência abençoada não aparecem a longo prazo?
Fardo pesado e preocupação excessiva

Image captionMuitos jovens superdotados chegaram à maturidade com mais frustrações

Uma possibilidade é a de que a consciência de alguém sobre seus próprios talentos intelectuais tenha se tornado uma carga pesada. De fato, nos anos 1990, quando alguns dos Termites tinham quase 80 anos, eles olhavam para trás e, em vez de se vangloriar de seus sucessos, diziam ter sido perseguidos pela sensação de que não corresponderam ao que esperavam atingir quando jovens.
Essa sensação de fardo – principalmente quando combinada com as expectativas dos outros – é uma constante para muitas outras crianças superdotadas. Um dos casos mais famosos – e tristes – é o da britânica Sufiah Yusof. Admitida na prestigiada Universidade de Oxford aos 12 anos, ela abandonou os estudos na área de Matemática antes de se formar e começou a trabalhar como garçonete. Depois disso, tornou-se garota de programa e ficou conhecida por recitar equações para os clientes durante o sexo.
Outra reclamação comum é a de que pessoas mais inteligentes geralmente têm uma visão mais clara sobre os problemas do mundo. Enquanto o resto de nós se mantém distante das crises existenciais, os gênios perdem o sono sofrendo pela condição humana e pelos erros dos outros.
A preocupação constante, de fato, pode ser um sinal de inteligência – mas não da maneira que os filósofos de poltrona imaginaram. Alexander Penney, da MacEwan University, no Canadá entrevistou estudantes universitários sobre vários tópicos e descobriu que aqueles com o QI mais alto realmente se sentiam mais ansiosos.
Mas curiosamente, a maioria das preocupações era banal e cotidiana. “Eles não se inquietavam por coisas muito profundas, mas se preocupavam mais frequentemente sobre mais coisas”, diz Penney. “Se algo ruim acontecia, eles passam mais tempo pensando naquilo.”
Ao examinar com mais atenção, Penney também descobriu que isso se relaciona com a inteligência verbal, testada em jogos de palavras nos exames de QI. Ele acredita que uma maior eloquência pode ajudar o indivíduo a verbalizar suas ansiedades e remoer mais seus pensamentos. O que não é necessariamente uma desvantagem. “Eles tendem a solucionar problemas mais rapidamente do que a maioria das pessoas”, afirma.
Pontos ‘cegos’
A verdade nua e crua, no entanto, é que uma maior inteligência não equivale a tomar decisões mais sábias. Na realidade, a situação pode até tornar as decisões mais equivocadas.
Keith Stanovich, da Universidade de Toronto, passou a última década preparando testes de raciocínio e descobriu que decisões justas e independentes não estão nem um pouco relacionadas ao QI.
Segundo ele, os indivíduos que se saíam melhor em testes cognitivos padrão são na realidade um pouco mais vulneráveis a terem um “ponto cego de predisposição”. Ou seja, eles têm menos capacidade de enxergar seus próprios defeitos, mesmo quando são capazes de criticar os pontos fracos dos outros.
Eles também tendem a ser vítimas da “ilusão do apostador” – a ideia de que se uma moeda cai indicando “cara” dez vezes, ela terá mais chances de cair em “coroa” na 11ª vez.
Uma tendência a confiar mais nos instintos do que no pensamento racional pode explicar porque um número surpreendente de membros da associação britânica de superdotados Mensa acredita em atividades paranormais. Ou por que alguém com um QI de 140 têm duas vezes mais chances de estourar seu cartão de crédito.
Stanovich enxerga esses vieses em todas as camadas da sociedade. “Existe muita irracionalidade no mundo de hoje – pessoas fazendo coisas irracionais apesar de terem uma inteligência mais que adequada”, afirma. “Essas pessoas que ficam espalhando memes antivacinação para pais ou disseminando erros de informação na Internet são em geral pessoas com uma inteligência e uma educação acima da média.” Obviamente, pessoas inteligentes podem ser perigosamente, e bobamente, enganadas.
O lado bom
Portanto, se a inteligência não leva a decisões racionais ou a uma vida melhor, quais as suas vantagens? Igor Grossmann, da Universidade de Waterloo, no Canadá, acredita que temos que prestar mais atenção a um conceito antiquado: a sabedoria.
Sua abordagem é mais científica do que parece. “O conceito de sabedoria tem uma qualidade etérea”, admite. “Mas se olharmos para a pura definição de sabedoria, muitos vão concordar que se trata da ideia de alguém que pode fazer um julgamento bom e sem amarras”.
Em um experimento, Grossmann apresentou a voluntários vários dilemas sociais – que iam desde o que fazer sobre a guerra pela Crimeia a crises que leitores descrevem em colunas de aconselhamentos sentimentais de jornais.
Conforme os voluntários falavam, um painel de psicólogos julgava seus argumentos e sua tendência a uma ideia preconcebida.
Os que mais pontuaram acabaram predizendo maior satisfação com a vida, mais qualidade de relacionamento, e menos ansiedades e preocupações – todas as qualidades que parecem faltar a pessoas enquadradas no conceito clássico de inteligência.
Crucialmente, Grossmann descobriu que um alto QI não necessariamente significa maior sabedoria.
Aprender a saber
No futuro, empregadores podem começar a empregar testes como os de Grossmann para examinar outras capacidades intelectuais em vez do QI. A área de recursos humanos do Google, por exemplo, já anunciou que planeja avaliar candidatos com base em qualidades como “humildade intelectual”, em fez de pura proeza cognitiva.
Felizmente, a sabedoria pode vir do treino, segundo Grossmann. Ele ressalta que nós normalmente temos mais facilidade em deixar para trás nossas predisposições quando levamos outras pessoas em consideração em vez de nós mesmo.
Com isso, ele descobriu que simplesmente falar sobre seus problemas na terceira pessoa (“ele” ou “ela” em vez de “eu”) ajuda a criar a distância emocional necessária, diminuindo preconceitos e levando a argumentos mais sábios. Novos estudos devem gerar novos truques semelhantes.
O desafio vai fazer com que as pessoas admitam seus próprios defeitos. Mesmo se você conseguiu repousar sobre os louros da sua inteligência durante toda a vida, pode ser muito difícil aceitar que ela vem atrapalhando seu julgamento. Como disse o filósofo Sócrates, “o sábio é aquele que pode admitir que não sabe nada”.


Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO 
                

O surpreendente lado bom de passar vergonha



Image copyrightiStock
Image captionMedo da exposição de algo privado causa uma reação mais intensa do que uma trapalhada

Quem já passou por um grande vexame sabe muito bem o que é a sensação de uma chama se acendendo sob a pele, o fogo subindo do peito ao topo da cabeça, as bochechas subitamente rosadas e as orelhas vermelhas como rabanetes.
Por que nós, humanos, evoluímos para mostrar nossa vergonha de maneira tão visível?
Charles Darwin não conseguiu encontrar nenhum aspecto positivo para a sensação de embaraço. “Quem passa vergonha sofre e quem assiste àquilo se sente constrangido, e nenhum deles se beneficia”, escreveu o naturalista.
Hoje, psicólogos evolucionistas estão descobrindo que essa agonizante sensação pode ser essencial para o nosso bem-estar a longo prazo.
Uma das teorias é de que se trata de uma reação natural ao medo de ser “pego em flagrante”. O psicólogo Ray Crozier, da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, entrevistou vários voluntários sobre situações embaraçosas nas quais eles ficaram vermelhos e descobriu que elas geralmente envolvem a potencial exposição de algo privado, e não tanto um acidente desastrado.
Nesse caso, a vermelhidão pode ser uma reação psicológica ao susto de que um segredo está prestes a se tornar público, mesmo quando se trata de algo positivo, como o anúncio de um noivado ou de uma gravidez.
Mas essas situações são muito diferentes daquelas cenas em que a gente tem vontade de desaparecer do mundo. Como destacou Darwin, a vermelhidão parece que só aumenta o desconforto. Mas na realidade o que ocorre é exatamente o contrário.
Comportamento animal

Image copyrightGetty
Image captionDarwin tentou explicar as bochechas vermelhas de vergonha, mas não conseguiu

Algumas pistas podem ser observadas na maneira como primatas subordinados a outros lidam com situações de conflito.
Mark Leary, diretor do Centro de Pesquisa Interdisciplinar do Comportamento da Universidade Duke (EUA), lembra que, quando irritados, os chimpanzés que lideram um grupo preferem encarar seus subordinados a agredi-los fisicamente – como se estivessem dizendo “saia do meu caminho”.
O subordinado, então, tenta dissimular a situação, fazendo gestos que se assemelham ao nosso comportamento quando sentimos vergonha: eles rompem o contato visual e baixam a cabeça, como qualquer um de nós faria.
“Por fim, eles dão um sorriso amarelo, parecido com o que os humanos exibem nessas ocasiões”, diz Leary. Toda a gesticulação sugere um pedido de desculpas e sinaliza que queremos evitar mais confrontos diretos.
Segundo o psicólogo, o ser humano deu um passo adiante nesse comportamento, ao exibir a vermelhidão como uma espécie de “pedido de desculpas não verbal” que possa dissipar uma situação constrangedora.
Mais solidários e honestos

Image copyrightAlamy
Image captionQuem demonstra constrangimento pode estar tentando comunicar um pedido de desculpas

Para Leary, o fato de ficarmos vermelhos quando sabemos que alguém nos observa ou quando recebemos um elogio pode ser explicado por uma antecipação inconsciente de uma possível agressão. O rosto corado é uma maneira de mostrar que queremos evitar chamar a atenção.
O ato também nos faz parecer menos egoísta, já que não desafia a autoridade. E ainda se manifesta como um gesto de solidariedade – quando ficamos vermelhos porque alguém querido fez alguma trapalhada embaraçosa. “Trata-se de um sinal de que você reconhece que aquela pessoa errou e que você não está à vontade quebrando regras”, explica o pesquisador.
Ficar com as bochechas e as orelhas vermelhas não é algo que se pode simular. Ou seja, é um dos poucos sinais de honestidade em que podemos confiar plenamente. Por isso, as pessoas que manifestam assim sua vergonha tendem a ser mais bem acolhidas do que as que não coram.
A manifestação física da vergonha pode até ser tida como um sinal de altruísmo, como demonstrou um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley. Nele, voluntários eram filmados contando alguma situação constrangedora, enquanto um júri avaliava o quão envergonhados eles pareciam.
A conclusão foi de que aqueles que coravam mais facilmente acabaram mostrando opiniões e comportamentos mais solidários e honestos em uma pesquisa subsequente.
Mais atraentes
Surpreendentemente, ficar vermelho pode aumentar seu sex appeal diante de uma pessoa de quem se gosta.
“Quem está em busca de um parceiro a longo prazo reconhece no ato uma demonstração de que se trata de alguém sociável e cooperativo e não uma pessoa que vai pular a cerca”, afirma o psicólogo Matthew Feinberg, da Universidade de Toronto, no Canadá. “Algumas pessoas acham o constrangimento atraente de certa forma.”
Ele destaca, no entanto, que quando alguém está em busca de um relacionamento rápido, acaba sendo atraído por indivíduos mais autoconfiantes e exibidos.
Mas, se mesmo sabendo de tudo isso, você ainda se pega com o rosto vermelho diante de uma situação constrangedora, pode ser que esteja, na realidade, sofrendo do “efeito holofote”: a nossa tendência de exagerar na percepção do quanto de atenção estamos recebendo. Ou seja, não somos tão interessantes quanto pensamos que somos.
Pensando bem, esses momentos de vergonha aguda são como a febre que acompanha uma gripe – algo temporariamente desconfortável, mas necessário para nosso bem-estar a longo prazo.
“Nós não queremos ter essas sensações e tentamos de tudo para suprimi-las. Mas apesar de o embaraço ser algo pouco prazeroso, ele tem o seu propósito”, afirma Feinberg.
Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Future.

Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO 
                


A Rússia anunciou que começará a desenvolver robôs de terceira geração, com tecnologia para alcançar habilidades humanas e ficar invisíveis para os serviços de inteligência radioeletrônica.



A Corporação Unida de Construção de Equipamentos (OPK, na sigla russa) anunciou o início do processo de desenvolvimento das novas tecnologias que abrirão caminho para uma terceira geração de robôs inteligentes e invisíveis. 


Eles serão capazes de se orientar no espaço de forma autônoma, sem depender de operadores à distância nem sinais de GPS. Além disso, poderão escolher seu próprio caminho, identificando objetos através de imagens de vídeo para reconhecer os terrenos, criar mapas em três dimensões e cooperar com drones e outros sistemas robotizados. 

Uma das principais características dos robôs russos de terceira geração lhes permitirá ficar completamente invisíveis para os serviços de inteligência radioeletrônica e para aparelhos de detecção por radiação. 

“A principal diferença entre os robôs existentes e os de terceira geração é a intelectualidade dos últimos e sua capacidade de atuar sem a participação dos homens”, afirmou Aleksándr Kalinin, diretor do Departamento de Inovação e Desenvolvimento da OPK.


Os soldados que fazem a defesa estão em uma posição fortificada em um terreno elevado ou numa inclinação inversa. Eles têm providenciado metralhadoras e armas anti-tanque para matar qualquer coisa que venha à vista. Eles estão cavados no chão, isso os ajuda a sobreviver à barragem de artilharia inicial. Para reforçar suas defesas ainda mais, eles cobriram a área na frente deles com minas.

Se a força de assalto russo fosse humana, então ela provavelmente estaria em demasiado perigo para seguir em frente com o ataque. Mas não é. Ao longo do horizonte vem uma mistura de veículos principalmente-robóticos – e as tropas da OTAN não têm muita chance.
Isso é ficção científica, mas um cenário futuro como esse apareceu recentemente nas páginas do jornal da defesa russo Militar-Industrial Courier. É uma idéia interessante, e o artigo é notável por sua representação realista de robôs de combate usados ​​em uma escala relativamente grande. Porém, o conceito tem alguns problemas.

“Para atacar defesas fortificadas e minimizar as perdas humanas e materiais, é necessário criar uma empresa robô, além de tanques e veículos de combate de infantaria e robôs militares de controle remoto e máquinas de assalto”, escreveu em o Courier, Leonid Orlenko, professor da Universidade Estadual de Moscou.

Orlenko apresenta a idéia como a solução para um problema militar real. Exércitos modernos têm livros inteiros sobre a forma de romper as defesas fortificadas, que é um dos tipos mais perigosos de operações do campo de batalha. É também uma arena em que a Rússia poderia explorar robôs militares para a sua vantagem.

O Kremlin certamente não vai chegar à frente no ar, onde drones russos têm ficado muito atrás dos Estados Unidos e da China. Décadas de negligência e limitações técnicas têm mantido os drones de Moscow relativamente rudimentares e limitados a funções de vigilância leves. Aeronaves russas tendem ao serviço pesado, o lado mais de engenharia – que é executado em frente a partir da filosofia de engenharia necessária para drones ágeis e seus miniaturizados com componentes leves.

Esse não é um grande problema no chão. Como os carros de auto-condução, um robô funciona tão bem construído para um cenário existente. A Rússia tem até correrido à frente dos protótipos em desenvolvimento, como o Wolf-2 carro blindado equipado com uma metralhadora de 12,7 milímetros, um combatente robótico de sete toneladas chamado a URP-01G e um “biker cyborg militar“.

Orlenko prevê sua força de assalto robótico decorrente dos veículos existentes modificados. Ele descreve uma empresa de assalto russo atacando em três ondas. A primeira onda, composta por seis veículos blindados de engenharia robótica, pára um pouco abaixo das defesas inimigas. Seu trabalho é caçar minas e conduzir reconhecimento.

A segunda onda começa com foguetes, artilharia e morteiros. Três tanques pilotados por humanos e três “máquinas de assalto” robóticas, em seguida, atacam. Estas máquinas de assalto poderiam ser construídos com base no T-72, T-80, T-90 e tanques armata – mas armados com armas maiores, mísseis teleguiados e canhões de 30 milímetros para filmar em locais de difícil acesso.

Uma vez que a segunda onda surra e suprime a defesa, uma terceira onda de sete veículos de combate de infantaria BMP – provável – ataca sob a cobertura das ondas anteriores. A infantaria então desembarca de veículos e completa o ataque.

Orlenko argumenta que robôs de combate terrestres reduziriam o número total de soldados necessários para assaltar uma defesa. A redução de mão de obra é um raciocínio semelhante por trás dos testes próprios do Pentágono, embora experimentos do exército dos EUA tenham lutado com robôs que necessitam de muitos operadores humanos. Então você tem que encontrar a largura de banda suficiente.

“Nós estamos ficando sem frequências de rádio,” Ellen Purdy, o diretor do Pentagon’s Joint Ground Robotics Enterprise, disse à Defesa Nacional em 2009. “A maior parte do espectro vai para os veículos tripulados. Ficamos com as sobras.”

Aqueles são apenas alguns dos muitos problemas. O Kremlin poderia recorrer a mais automação – em vez de ter os seres humanos que pilotam as máquinas remotamente – mas essa é outra área em que a Rússia está muito atrás.

Autora: Cynthia Roberts
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com


Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO 
                

Misteriosas bolas de metal vindas do espaço caem no Vietnã



Três misteriosas bolas metálicas, aparentemente vindas do espaço, estão intrigando autoridades e moradores vietnamitas. Os objetos, que caíram em uma área residencial ao norte do país, teriam atingido a Terra após "um som de trovão, mas sem chuva", segundo os locais. Uma delas chegou a cair em uma casa, mas não feriu ninguém, de acordo com o jornalVietnamNet Bridge. 
De acordo com o Ministério da Defesa, os objetos não continham material explosivo e provavelmente são lixo espacial. Por estarem intactas, especula-se que estavam mais abaixo na atmosfera. Também foram identificadas algumas inscrições em russo na superfície das bolas, que podem dar mais pistas sobre sua procedência. 
Esfera encontrada no solo intrigou moradores e autoridades (Foto: VIETNAM PEOPLE'S ARMY NEWSPAPER via Mashable)
O professor Nguyen Khoa Son, do programa espacial do Vietnã, sugeriu que "provavelmente foi culpa de um lançamento de satélite mal-sucedido". Todas as bolas estão sendo investigadas. 
Não é a primeira vez que bolas metálicas caem do espaço e causam confusão entre os terráqueos: em novembro de 2015, um objeto similar foi encontrado no sul da Espanha. À época, também se estimou que a "aterrisagem" tenha sido causada por um satélite ou outro pedaço de material espacial. Vale aguardar o que o departamento de Defesa do país dirá sobre o assunto.  
(Via Mashable) 
Via Galileu


Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO 
                

Um quasar de pança cheia - Um quasar quieto aparentemente engoliu tudo o que podia




IMAGEM: Concepção artística do quasar que mudou de aparência, tal como ele apareceu pela primeira vez no início de 2015. A região brilhante em azul mostra o restinho de gás sendo engolido pelo Buraco Negro central.
Crédios: DANA BERRY / SKYWORKS DIGITAL, INC.

Os astrônomos da Sloan Digital Sky Survey (SDSS) anunciaram que um quasar distante encheu a pança.

Suas conclusões, relatadas no Encontro da American Astronomical Society, em Kissimmee, Florida, em 8 de janeiro, explicam por que o quasar SDSS J1011+5442 mudou tão dramaticamente nos poucos anos entre as observações.

“Nós estamos acostumados a pensar que os céus são imutáveis”, explica o professor de astronomia da Universidade de Washington Scott Anderson, que é o principal investigador da Pesquisa Espectrocópica de Domínio de Tempo da SDSS. “A SDSS nos proporciona uma grande oportunidade de ver a mudança assim que ela acontece”.

Os quasares são as áreas compactas no centro das grandes galáxias no meio das quais normalmente há um buraco negro massivo. Por exemplo, o buraco negro no centro da J1011+5442 tem uma massa cerca de 50 milhões de vez a de nosso Sol. À medida em que o buraco negro engole o gás superaquecido, ele emite vastas quantidades de ondas de luz e radiofrequência. Quando os astrônomos da SDSS fizeram suas primeiras observações da J1011+5442 em 2003, eles mediram o espectro do quasar, o que lhes permitiu compreender as propriedades do gás que estava sendo absorvido pelo buraco negro. Em particular, a proeminente linha de “hidrogênio-alpha” no espectro, revelava quanto gás estava caindo para dentro do buraco negro central.

A SDSS mediu outro espectro desse quasar no início de 2015 e percebeu uma enorme diminuição de 2003 para 2015. A equipe então se valeu de observações adicionais feitas por outros telescópios ao longo desses 12 anos para estreitar o período da mudança.

“A diferença era abaladora e sem precedentes”, disse o estudante de pós-graduação em astronomia da UW John Ruan, membro da equipe. “A emissão de hidrogênio-alpha caiu para algo 50 vezes menor em menos de 12 anos e o quasar agora se parece com uma galáxia normal”.

A mudança foi tão grande que toda a colaboração SDSS e toda a comunidade de astronomia passou a chamá-lo de “quasar que mudou de aparência”. O buraco negro continua lá, é claro, porém nos últimos 10 anos parece ter engolido todo o gás em suas vizinhanças. Com o gás todo absorvido pelo buraco negro, a equipe da SDSS não foi capaz de detectar a assinatura espectroscópica do quasar.

“Esta é a primeira vez que vemos um quasar desligar tão dramática e rapidamente”, diz a principal autora Jessie Runnoe, pesquisadora pós-doutorado na Pennsylvania State University.

Antes de Runnoe, Ruan e seus colegas chegarem a essa conclusão, tinham que eliminar outras duas possibilidades. Uma nuvem de poeira poderia ter-se interposto entre os observadores e a Terra, obscurecendo a visão do burco negro central. Porém, concluíram que de forma alguma qualquer nuvem de poeira pudesse ter-se movido rápido o suficiente para causar uma queda de 50 vezes na luminosidade em apenas dois anos. Outra possibilidade era que o brilhante quasar observado em 2003 fosse apenas um clarão temporário causado pela absorção pelo buraco negro de uma estrela próxima. Embora essa possibilidade tenha sido aventada em casos similares, ela não pode explicar o fato que o quasar que mudou de aparência, tenha brilhado por tantos anos antes de apagar.

A conclusão da equipe é que o quasar gastou todo o gás quente e brilhante em suas vizinhanças, o que levou a um rápido declínio em seu brilho.

“Essencialmente, ele ficou sem comida, pelo menos por enquanto”, diz Runnoe. “Nós fomos felizes em termos flagrado ele antes e depois”.

O quasar que mudou de aparência é a maior descoberta relatada pela Pesquisa Espectrocópica de Domínio de Tempo, um componente da quarta fase da SDSS que vai prosseguir pelos próximos anos.


“Nós descobrimos esse quasar porque voltamos para estudar novamente milhares de quasares já vistos antes”, disse Anderson. “Essa descoberta só foi possível porque a SDSS tem tanta profundidade e continuou por tanto tempo”.

Fonte: Chivononpo

Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO 
                

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cientistas provam que motor de propulsão eletromagnética da NASA funciona - Aos poucos, estamos "audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve!"


O EmDrive, o "motor impossível" da NASA, pode deixar de ser um sonho distante digno de Star Trek e se tornar realidade. Cientistas alemães anunciaram que novos testes apresentaram resultados positivos e a notícia causou alvoroço na comunidade científica.

O EmDrive é um motor de propulsão eletromagnética que funciona dentro no vácuo e não utiliza combustíveis, sendo capaz de proporcionar viagens mais rápidas e reduzir o tempo da viagem à Lua para somente 4 horas, ou permitir uma viagem à Marte em cerca de 70 dias. 

O motor, inventado pelo cientista britânico Roger Shawyer no início dos anos 2000, converte energia elétrica para impulso liberando micro-ondas dentro de uma câmara fechada, e foi declarado "impossível" por desafiar um dos fundamentos básicos da física - a lei da conservação do momento linear.

Esse princípio diz que, para que algo seja impulsionado, é necessário haver uma força de propulsão em seu sentido oposto – como funcionam os motores movidos a combustíveis fósseis utilizados atualmente. 


Roger Shawyer posando ao lado de sua criação (Reprodução: Divulgação)

Alguns anos após sua criação, um grupo de cientistas chineses decidiu desenvolver o seu próprio modelo de motor de propulsão eletromagnética e o motor funcionou, mas a NASA só se convenceu a fazer novos testes após um inventor norte-americano ter conseguido os mesmos resultados da equipe chinesa.

Em maio deste ano, pesquisadores do NASA's Eagleworks Laboratories, liderados por Harold White, confirmaram que o EmDrive poderia funcionar sim, abrindo caminho para que Martin Tajmar, cientista da Dresden University of Technology, na Alemanha, realizasse novos testes e obtivesse sucesso nos primeiros resultados.

EmDrive, o modelo original (Reprodução: Divulgação)

O resultado foi apresentado em um fórum realizado na Flórida no último dia 27 de julho, onde Tajmar informou que, apesar de ainda não saber explicar exatamente como, seu sistema produziu uma quantidade de impulso similar à prevista originalmente por Shawyer. 

Em outras palavras, o motor funciona e pode revolucionar a viagem espacial. Após o anúncio, Shawyer foi aceito pela International Academy of Astronautics (IAA) e teve seu projeto publicado na Acta Astronautica, publicação mensal da academia.

A partir de agora, cabe aos cientistas envolvidos no projeto realizarem novos testes em diferentes condições e ambientes para que seja esclarecido como o sistema funciona de fato, abrindo caminho para a possibilidade de viagens espaciais mais rápidas. 

Por exemplo, uma viagem à estrela Alpha Centauri, localizada a 4,367 anos-luz de distância da Terra, poderia ser feita em cerca de 100 anos, tempo insignificante se comparado ao de 75 mil anos que seria necessário caso a viagem fosse realizada com as tecnologias atuais.

Aos poucos, estamos "audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve!"


Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes

                                                     Sergio Torres


>>GRUPO PROMOCIONAL PARA QUEM CURTE DICAS DE FÍSICA<<

link para  Grupo de Física
link para Dicas de Física e Super Interessantes
link para You Tube
link para  APOSTILAS 
link para FIQUE POR DENTRO