Curso De Matemática Básica 1
1. Sistema Numérico Decimal E Algarismos
Indo-Arábicos
1.1.
Aula 01 Em Vídeo
1.2.
Exercícios
Propostos
1.3.
Resolução De Alguns
Exercícios Propostos
2. Operações Básicas No Conjunto Dos Naturais
2.1.
Aula 02 Em Vídeo
2.2.
Aula 03 Em Vídeo
3.
Operações Básicas No Conjunto Dos Inteiros
3.1.
Aula 04 Em Vídeo
4.
Operações Básicas No Conjunto Dos Racionais
4.1.
Aula 05
Em Vídeo
5.
Operações Básicas No Conjunto Dos Irracionais
5.1.
Aula 06
Em Vídeo
5.2.
Aula 07
Resumo das Operações Básicas Em Vídeo
6.
Outros Sistemas De Numeração
6.1.
Aula 08 Operações Básicas em
outros Sistemas de Numeração
7.
Noções Fundamentais De Geometria
8.
Divisibilidade
9.
Números Primos
10.
Decomposição Em Fatores Primos
11.
Divisores De Um Número
12.
Máximo Divisor Comum
13.
Múltiplos De Um Número
14.
Mínimo Múltiplo Comum
15.
Frações
16.
Frações Equivalentes
17.
Comparação Com Frações
18.
Operações Com Frações
19.
Fração Decimal E Número Decimal
20.
Operação Com Decimais
21.
Diofanto
E Montagem De Equações
22.
Unidades De Comprimento
23.
Poligonal
24.
Curvas
25.
Unidades De Área
26.
Unidades De Volume
27.
Unidades
De Massa
28.
Noções De Estatística
Curso De Matemática Básica 2



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Prof. Sérgio Torres
Estudamos a expansão térmica de sólidos e líquidos e pudemos a partir desse estudo, estabelecer uma provável relação entre a medida da sua temperatura com a amplitude de oscilação das partículas que os constituem.
O modelo da temperatura em corpos sólidos ou líquidos resultou das relações
empíricas obtidas entre a variação das suas dimensões com a temperatura. E essas relações, por sua vez, puderam ser verificadas com certa facilidade porque esses corpos são visíveis e têm dimensões definidas. E fácil medir um corpo sólido ou líquido ao dilatar-se enquanto a sua temperatura aumenta.
Mas os gases não têm volume determinado e são, quase todos, invisíveis. Como medir ou estudar algo que não se vê? Afinal, o que é um gás? O objetivo deste artigo é dar algumas respostas a essas perguntas e aprimorar um pouco mais nosso conhecimento da temperatura.
Pode-se dizer que o estudo dos gases iniciou-se no século XVII quanto Torricelli mediu pela primeira vez a pressão atmosférica e deu uma explicação adequada à natureza desse fenômeno.
A partir daí, desenvolveram-se estudos empíricos que estabeleciam realções entre as grandezas macroscópicas do ar, e mais tarde dos gases, conhecidas como lei dos gases.
A rigor, macroscópico é aquilo que pode ser visto a olho nu. Em relação aos gases, grandezas macroscópicas são aquelas que podemos medir direta ou indiretamente a partir de princípios e relações entre grandezas físicas. Assim, embora uma amostra de gás não tenha volume definido, podemos fixá-lo encerrando-a num recipiente fechado. Uma vez contida no recipiente, é possível medir a pressão dessa
amostra diretamente com um manômetro. Ou, quando contida num cilindro fechado por um êmbolo móvel, determiná-la pela razão entre a força resultante que atua sobre o êmbolo e a sua área.
A temperatura dessa amostra pode ser medida diretamente com um termômetro, ou então espera-se que o recipiente entre em equilíbrio térmico com algum outro corpo a temperatura conhecida. Veja a figura:
Aprofundamento e Dedução
Lei de Boyle-Mariotte
A primeira lei dos gases, a Lei de Boyle-Mariotte, foi estabelecida no final do século XVII. Observe atentamente a figura:

Vamos supor que o êmbolo possa se mover livremente no cilindro, que o gás aprisionado não vaze e a temperatura permaneça constante. Observa-se então que o êmbolo encontra uma posição de equilíbrio no cilindro quando a pressão po por ele exercida sobre o gás, correspondente à força resultante FR que age sobre o êmbolo, for igual à pressão que o gás exerce sobre o êmbolo. Assim, como mostra a figura acima, à pressão inicial po corresponde o volume inicial Vo. Se aumentarmos a resultante para 2FR, a pressão exercida sobre a amostra do gás torna-se duas vezes maior: 2po. Em consequência, verifica-se experimentalmente que o volume da amostra reduz-se à metade: Vo/2. A partir daí, quando a pressão se torna 3po e 4po o volume passa ser, respectivamente, Vo/3. e Vo/4. Se reduzirmos a força resultante gradativamente, observamos a reversibilidade do processo - a pressão diminui e o volume volta a aumentar, passando exatamente pelas mesmas etapas anteriores. Em síntese, a Lei de Boyle-Mariotte pode ser expressa pelo enunciado:
Quando a temperatura de uma amostra de gás permanece constante, a sua variação de volume é inversamente proporcional à sua variação da pressão.
A temperatura constante, sendo a pressão da amostra p e o seu volume V, essa relação pode ser expressa matematicamente:
pV = a
onde a é uma constante que depende da temperatura em que ocorre a transformação e da amostra de gás aprisionada. Essa relação pode ser escrita ainda de outra forma. Se a amostra de gás, a pressão po, ocupando o volume Vo, passar a ter pressão p e volume V, a temperatura constante, pode-se afirmar que:
PoVo = pV
As expressões acima são equivalentes e possibilitam a representação da Lei de Boyle-Mariotte num gráfico cartesiano, com volume no eixo das abscissas e pressão no eixo das ordenadas - a curva obtida é chamada isoterma, pois ela é característica de dada temperatura. Para cada temperatura há uma isoterma. Quanto mais afastada dos eixos estiver a curva, maior será a temperatura correspondente e maior o produto pV Veja o gráfico:
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Segundo o dicionário Aurélio, amostra é o "fragmento ou exemplar representativo de alguma coisa". Em estatística, amostra é "o subconjunto de uma população por meio do qual se estabelecem ou estimam as propriedades e características dessa população". Aqui, a palavra será utilizada em ambos os sentidos. Quando falamos em amostra de um gás, estamos fixando a sua quantidade (massa, número de átomos, íons ou moléculas) e as suas características microscópicas, como a sua estrutura atômica e molecular.
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