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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

INTRODUÇÃO À FÍSICA E A CINEMÁTICA



APOSTILA 01 DE 10




RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 001 PAG4 - UPE
RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 002 PAG 04
RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 003 PAG 04 - ITA
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 001 - PAG 04 - UFPE














 










RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 02 PAG 18
RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 03 PAG 18
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 01 PAG 18 (UPE)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 02 PAG 18 (UFSCAR)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 03 PAG 18 (UFPE)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 04 PAG 18 (UFSCAR)


RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 05 PAG 19 (UFSC)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 06 PAG 19 (UFAL)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 07 PAG 19 (FEI)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 08 PAG 19 (UFPE)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 09 PAG 19 (UFMS)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 10 PAG 19 (UFPE)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 11 PAG 19 (UFPE)








RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 07 PAG 24 (FGV)


















RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 04 PAG 29
RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 05 PAG30
RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 06 PAG 30

RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 01 PAG 30 (UNB)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 02 PAG 30 (UNB)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 03 PAG 30 (UFS)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 04 PAG 30 (UFMG)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 05 PAG 30 (UFPE-UFRPE)














RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 02 PAG 35

RESOLUÇÃO QUESTÃO PROPOSTA 04 PAG 36
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 01 PAG 36 (UNICAMP)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 02 PAG 36
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 03 PAG 36 (UERJ)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 04 PAG 36 (FEI)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 08 PAG 37 (UNIRIO)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 09 PAG 37 (UPE)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 10 PAG 37 (FEI)













  


RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 09 PAG 44 (ITA)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 10 PAG 44 (FMT)
RESOLUÇÃO QUESTÃO VESTIBULAR 11 PAG 44 (MAPOFEI)





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Sergio Torres

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FÍSICA MODERNA - INTRODUÇÃO - PARTE III




Algumas grandezas físicas são de fato relativas, mas outras são absolutas.

Podemos citar como exemplo de grandeza absoluta a carga elétrica de um corpo. Qualquer observador sempre mede a mesma carga elétrica para um certo corpo, esteja ele parado ou em movimento em relação ao observador.

Como exemplo de grandeza relativa temos a velocidade de um corpo que, como já sabemos da mecânica clássica, pode assumir valores diferentes em medidas feitas por observadores distintos.
Para não ficar nenhuma dúvida no ar, vamos definir:



Ou de forma complementar:


Revisitando um problema clássico de relatividade do movimento em Física

Em mecânica, você estuda cinemática e vê, dentre outras coisas, que um movimento só pode ser descrito uma vez que se estabeleça  um referencial.

Se você diz, por exemplo, que está viajando num automóvel com velocidade de 100 km/h, fica subentendido que seu carro se move a 100 km/h em relação ao asfalto.

Se na sua frente vai outro automóvel, com velocidade 80 km/h, também medida em relação à pista, você estará se aproximando dele com velocidade relativa de 20 km/h, ou seja, a sua velocidade, medida no referencial do outro automóvel, vale 20 km/h, pois 100 - 80 = 20 km/h.

Um observador O parado à beira da pista, ou seja, com velocidade nula em relação ao chão, vê os dois automóveis movendo-se para frente, a 100 km/h e a 80 km/h, respectivamente.

Observe a animação se necessitar para melhor compreensão 

http://youtu.be/A_mdK8mscVI 



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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

FÍSICA MODERNA - INTRODUÇÃO - PARTE II

Relatividade Restrita


A questão da relatividade do movimento é uma discussão clássica na história da Física. Os astrônomos mais antigos já se perguntavam: "O céu está parado e é a Terra que gira, ou é a Terra que está parada e o céu que se move?"



Na Idade Média também eram bastante comuns os questionamentos sobre o movimento relativo. Uma questão clássica na época era: "Considere dois navios no mar numa situação em que observadores num navio podem ver o outro navio. Qual dos dois navios está de fato em movimento?"



O físico italiano Galileu Galilei (1564-1642) retomou essa questão, interessado em provar que a Terra se movia em tomo do Sol e não o Sol em torno da Terra. Alguns pesquisadores da época acreditavam que havia provas físicas de que a Terra estava parada. Um experimento clássico, bastante usado para fazer essa afirmação, era o da queda de uma pedra do alto de uma torre. Muitos cientistas diziam que, "se a Terra estivesse de fato em movimento, a pedra não poderia cair ao pé da torre mas deveria 'ficar para trás', já que o planeta estava avançando numa certa direção". O fato de a pedra cair exatamente na vertical, ao pé da torre, era para alguns uma prova irrefutável do estado de repouso absoluto da Terra.

Galileu não concordava com isso e argumentou que, esteja a Terra parada ou em movimento, o resultado dos experimentos deve ser o mesmo. Assim, é impossível, estando na própria Terra, descobrirmos se ela está de fato em movimento ou não.

Já no final do século 19, Henri Poincaré (1854-1912), físico e matemático francês, retomou a questão e afirmou que não existe nenhuma forma de detectarmos o movimento absoluto da Terra, pois isso parece ser uma lei fundamental da natureza, à qual chamou de princípio da relatividade.

 

Mais adiante, no início do século 20, o alemão naturalizado americano Albert Einstein (1879-1955), trabalhando com eletromagnetismo e também com a teoria eletrônica da matéria do físico holandês Hendrik Antoon Lorentz (1853-1928), questionou o caráter absoluto da velocidade da luz e criou a teoria da relatividade especial (ou restrita).




Dos astrônomos antigos até Albert Einstein, conhecido como o pai da relatividade, muitas outras cabeças trabalharam e tiveram papel fundamental no desenvolvimento da relatividade. Einstein, por algumas razões, acabou se sobressaindo.



Essa nova área da Física é intrigante, desconcertante em certos casos e, definitivamente, vai fazer você saltar da carteira ao perceber que o senso comum mascara efeitos físicos incríveis, como a dilatação do tempo ou a contração do comprimento.



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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Acústica - Parte I (em contrução)


Eventos periódicos regulares, como a sucessão dos dias e das noites e as fases da Lua, sempre foram uma das formas
encontradas pelo ser humano para medir o tempo. 

O primeiro grande avanço tecnológico na construção de relógios surgiu com a descoberta da regularidade das oscilações do pêndulo simples. Criaram-se dispositivos engenhosos movidos a corda para compensar a perda gradual de energia dessas oscilações. Mantendo constante o tempo de cada oscilação, esses dispositivos possibilitaram a
construção de relógios de extraordinária precisão.


 Oscilar é mover-se de um lado para o outro. Assim define o dicionário um dos movimentos mais comuns da natureza. Há oscilações microscópicas - dos elétrons, em condutores percorridos por corrente alternada, ou dos átomos, na estrutura cristalina dos sólidos - e macroscópicas - das grandes estruturas de prédios, pontes e até estádios de futebol. 

Som e luz, assim como qualquer espécie de propagação ondulatória, se originam de alguma forma de movimento oscilatório.

Desde Galileu e Huygens, os físicos estudam o movimento oscilatório. Esse estudo possibilitou a descrição e compreensão de inúmeros fenômenos da natureza e deu à física novas ferramentas matemáticas que tornaram possível a construção de novos modelos teóricos.

 Galileu, Huygens e o lustre da catedral
Conta-se que Galileu, quando cursava o primeiro ano de medicina na Universidade de Pisa, teria observado que as oscilações do lustre da catedral daquela cidade tinham sempre o mesmo período para qualquer amplitude. Mais tarde, Galileu refez essas observações experimentalmente e sugeriu a utilização do pêndulo como dispositivo controlador do tempo na construção de relógios mecânicos. No entanto, foi o matemático, físico e astrônomo alemão Christian Huygens (1629-1695) quem inventou o relógio de pêndulo, em 1656, apresentando uma descrição detalhada do seu mecanismo na sua obra Horologium, publicada em 1658.





Dedução de algumas equações relativas à velocidade de propagação, frequências naturais e ressonância


"













                                                                                                                                                 "




(Atenção: Parte I não finalizada, aguarde finalização em breve. Obrigado.)


                          


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FÍSICA MODERNA - INTRODUÇÃO - PARTE I

Ao final do século 19, todo o conhecimento de Física até então acumulada, classificada por nós hoje de física clássica, era subdividido em cinco grandes blocos:


É mais ou menos o somatório daquilo que tradicionalmente se estuda até o final do programa da terceira série do ensino médio. No entanto, é preciso ficar muito claro que o nível era muito mais profundo. Os conceitos são basicamente os mesmos, mas os físicos já conheciam uma matemática mais poderosa para analisar os fenômenos estudados.

Também é preciso restaurar aqui o clima de extremo sucesso da Física naquele momento.

Havia uma precisão enorme nos cálculos da mecânica clássica. A astronomia foi plenamente favorecida com esse fato, pois os movimentos planetários podiam ser explicados com enorme grau de acuidade. O planeta Netuno, por exemplo, teve sua existência prevista teoricamente antes de ser observado pela primeira vez em 1846, por johann Cottfried Calle (1812-1910), astrônomo alemão.

A hidrodinâmica e a aerodinâmica também podiam estudar e descrever bem os movimentos dos líquidos e dos gases. A construção de submarinos e balões, por exemplo, dava a mostra de como a teoria se transformava em prática rapidamente. Em 1891 aconteceu o voo de Otto Lilienthal (1848-1896), engenheiro e inventor alemão, com uma espécie de asa-delta.




Movimentos complexos de rotação de corpos rígidos, como peões e giroscópios, também eram bem explicados.
A mecânica analítica foi criada, apresentando um formalismo diferente e mais poderoso do que aquele que existia na época de Isaac Newton (1642-1727).

A óptica geométrica estava bastante desenvolvida. Do estudo da luz e da conjugação de imagens por instrumentos surgiu a ideia de fixar uma imagem, o que levou à invenção da fotografia pelo francês Louis jacques Mande Daguerre (1787-1851). Da imagem estática da fotografia para a imagem em movimento do cinema foi uma passagem natural, porém um salto tecnológico razoável.

Nessa época, praticamente todos os cientistas interpretavam a luz como uma onda eletromagnética.
 
Fenômenos de difração e interferência eram bastante conhecidos e entendidos. Já se conhecia a radiação infravermelha e a ultravioleta e já se sabia que eram muito semelhantes a luz, porem invisíveis. A luz e o som eram estudados sob conceitos de uma teoria ondulatória.

Os trabalhos do francês Augustin Fresnel (1788-1827) e do inglês Thomas Young (1773-1829) mostraram que a teoria corpuscular da luz deveria ser substituída pelo modelo ondulatório que se tornou uma unanimidade entre os pesquisadores. Para o estudo dos fenômenos ondulatórios da luz foram desenvolvidos métodos matemáticos bastante sofisticados.

A invenção do fonógrafo pelo americano Thomas A. Edison (1847-1931), uma espécie de gravador e reprodutor de sons, mostrava que, assim como já se fazia com a luz, agora era a vez de registrar as ondas de som.


Já se sabia como transformar calor em trabalho e as primeiras máquinas térmicas surgiam tomando o lugar do trabalho humano ou animal. Trens e navios foram equipados com essas máquinas. Também foram construídos os primeiros automóveis movidos a vapor. Na termodinâmica, a teoria cinética dos gases revelava a intima relação entre temperatura e energia cinética das partículas. A física estatística dava seus primeiros passos, tratando com muito sucesso os gases como amostras de inúmeras partículas (moléculas) com base em leis probabilísticas.


Fenômenos ligados à eletricidade e ao magnetismo também tinham sido estudados e muito bem interpretados. A invenção da pilha elétrica pelo italiano Alessandra Volta (1745-1827) é um importante marco histórico.

A descoberta dos efeitos magnéticos da eletricidade pelo físico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) e também do oposto, dos efeitos elétricos do magnetismo pelo inglês Michael Faraday (1791-1867), ensaiava os primeiros passos da unificação da eletricidade com o magnetismo.

Surgem as primeiras usinas de geração de energia elétrica e a iluminação com lampiões a gás começa a ser substituída por lâmpadas elétricas. Surgem também os grandes faróis aplicados à navegação e também a iluminação de alta potência utilizada em grandes cidades.


Na área das telecomunicações, a eletricidade provoca enorme avanço com a invenção do telégrafo com fio. Os continentes europeu e americano são unidos por cabos submarinos que atravessam o Oceano Atlântico. Daí para a invenção do telefone, por Graham Bell, foi outro grande salto tecnológico bem-sucedido.


Mas a unificação dos fenômenos elétricos e magnéticos só fica bem evidente a partir do trabalho de james Clerck Maxwell (1831-1879) que descreve, de forma compacta e elegante, todo o comportamento da eletricidade e do magnetismo em quatro equações, dando início à teoria eletromagnética ou eletromagnetismo.



 As "Duas nuvens de Lord Kelvin"
 
 No século 19 havia um grande otimismo por parte da humanidade em razão do enorme sucesso alcançado pela Física e os desenvolvimentos tecnológicos provenientes da teoria já desenvolvida.

Em 1900 alguns cientistas acreditavam que a Física estava praticamente completa e tudo o que se tinha para descobrir já havia sido descoberto. William Thomson (1824-1907), mais conhecido como Lord Kelvin, era um desses cientistas. Segundo ele, faltava apenas melhorar algumas medidas e acertar um ou outro detalhe.

Ele chegou mesmo a aconselhar os jovens estudantes da época a não se dedicar à Física, por uma simples questão de mercado de trabalho.

Mas havia duas questões no ar, dois problemas ainda não resolvidos ou, como ele mesmo disse, duas "pequenas nuvens" no horizonte da Física.

As duas questões eram as seguintes:

1. Assim como o som, ou qualquer outra onda mecânica, se propaga na presença de meio material, os cientistas acreditavam que a luz e as ondas eletromagnéticas também deveriam se propagar em algum meio ainda desconhecido que passaram a chamar de éter. Era possível (e muito simples), por exemplo, produzir vácuo num tubo, a partir da descida parcial do mercúrio no experimento de Torricelli. Em seguida, seria igualmente simples fazer a luz atravessar o vácuo dentro desse tubo. Os cientistas acreditavam que ali, na porção evacuada do tubo, deveria ter "sobrado" o éter por onde a luz se propagava. Da mesma forma, o éter deveria preencher todo o espaço entre os planetas e as estrelas.

Um procedimento experimental importante, conhecido como experimento de Michelson-Morley, tentou, sem sucesso aparente, detectar a presença do éter. Mas era inconcebível uma onda sem um meio para se propagar. Como resolver esse impasse?

2. Já se sabia que um corpo aquecido emite radiação eletromagnética. Mas não era possível descrever teoricamente a distribuição de energia de um corpo radiador ideal (chamado de corpo negro). A radiação do corpo negro, que estudaremos com mais detalhes adiante, é o outro "nó" na física clássica ou, a outra "nuvem" de Lord Kelvin.

Na verdade, esses dois problemas ainda não explicados pela física clássica deram origem a duas novas teorias e que mudaram a nossa maneira de ver o mundo.

Da primeira "nuvem" de Kelvin nasce a relatividade, numa tentativa de unificar a mecânica e o eletromagnetismo. É exatamente esse assunto que abordaremos logo a seguir na parte II desta introdução à Física Moderna.

Da segunda "nuvem" de Kelvin surgiu a física quântica, noutra empreitada unificadora, agora da termodinâmica e do eletromagnetismo. Esse assunto veremos em cosmologia, que agrega conceitos da relatividade e física quântica para tentarmos entender como é o universo.

As previsões de Kelvin, para nossa sorte, estavam erradas. A física clássica estava mesmo terminando, mas estava entrando em cena a física moderna, uma nova era de descobertas incríveis na Física.


Então, onde termina a física clássica e começa a física moderna?

Grosseiramente, se tivéssemos que apontar uma divisão temporal entre física clássica e física moderna, poderíamos usar a própria virada do século 19 para o século 20.

Mas, sendo mais rigoroso, a apresentação do trabalho do físico alemão Max Planck (1858 - 1957) sobre a quantização da energia em 14 de dezembro de 1900, em sessão oficial da Sociedade Alemã de Física, é considerada hoje como a data oficial da fundação da física moderna.

(Texto inspirado na II Oficina de Física Moderna do IFGW, Unicamp, março/2001)

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Educação a distancia cresce no país

As graduações na modalidade a distância ainda são poucas quando comparadas à oferta de cursos presenciais. No entanto, a educação a distância (EAD) é a que mais cresce no Brasil. O número de matrículas subiu de 5,3 mil em 2001 para mais de 1,1 milhão em 2012 e já representa 15,8% do total no ensino superior.

Entre 2011 e 2012, as matrículas em cursos superiores cresceram a um ritmo mais elevado nessa modalidade do que em cursos presenciais. Enquanto o número de inscritos em cursos de EAD teve alta de 12,2% no período, as matrículas em cursos presenciais tiveram um aumento de 3,1%. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).


MAIOR QUALIFICAÇÃO


O rápido crescimento dos cursos de EAD se explica, em parte, pela exigência do próprio mercado de trabalho: as empresas querem dos candidatos a emprego um nível educacional cada vez mais alto. Ao mesmo tempo, o mercado pede, também, competências que os estudantes de EAD, mais do que aqueles de um curso presencial, desenvolvem durante a graduação: disciplina, objetividade, familiaridade com as ferramentas de tecnologia da informação (TI) e autonomia para resolver problemas.

Outro fator que influenciou no crescimento da EAD nos últimos anos foi a escalada social de grande parcela dos brasileiros, que passou a integrar a classe média. O aumento de renda permitiu a essa camada da população voltar às salas de aula ou mesmo ingressar na educação superior. Uma graduação a distância sai cerca de 15% a 40% mais barata do que uma na modalidade presencial, na mesma escola.


Nos primeiros anos de EAD no país, a maior parte dos alunos era de moradores de pequenas cidades do interior do Brasil, onde não existem faculdades. Esse foi o principal campo de crescimento do modelo entre 2001 e 2008. No entanto, os cursos atraem cada vez mais moradores das regiões metropolitanas, pois oferecem horários flexíveis e economia de tempo - vantagem para quem tem que conciliar estudo e trabalho.


De acordo com o Censo da Educação Superior, são 2.416 instituições de ensino no Brasil que oferecem 31.866 cursos de graduação, sendo que 30.718 (96,39%) são oferecidos na modalidade presencial e 1.148 (3,4%), a distância. Predominam as matrículas em cursos de licenciatura, que correspondem a 40,4%. Os cursos de bacharelado nessa modalidade detêm 32,3% dos matriculados e os tecnológicos, 27,3%.


CONCEITO E HISTÓRICO


A educação a distância é uma modalidade de ensino em que alunos e professores estão separados, física ou temporalmente, que pode ser aplicada à educação básica e superior. Esse modelo de educação ainda enfrenta dificuldades no país, que envolvem desde questões tecnológicas - já que para viabilizar o aprendizado é necessária a utilização de suportes tecnológicos - até de resistência de professores e alunos quanto ao modelo de ensino.


O crescimento da internet facilitou a difusão da EAD à medida que disponibiliza materiais e promove a interação entre alunos e professores. Mesmo assim, podem ser considerados cursos a distância aqueles que surgiram antes da internet e utilizam a televisão, o rádio, correspondências e até mesmo jornais para viabilizar o aprendizado

.
Os primeiros sinais de educação a distância surgiram ainda no século XVIII com formações profissionalizantes oferecidas por meio de correspondência ou por jornais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Gazeta de Boston oferecia desde 1728 materiais para ensino em suas páginas. Na Europa, a primeira escola por correspondência surgiu em 1840, no Reino Unido.


No Brasil, os primeiros indícios aparecem no começo do século XX. Em 1904, o Jornal do Brasil publicou um anúncio de cursos de datilografia por correspondência. Algumas das instituições pioneiras em educação a distância no país existem até os dias de hoje. Pode ser citado, por exemplo, o Instituto Monitor, que nasceu em 1939 oferecendo cursos profissionalizantes. Formalmente, a educação a distancia só surgiu no país em 1996, quando foi criada a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Atualmente, o que se refere à EAD está vinculado à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).


Entre as Universidades no país, várias instituições tradicionais em cursos presenciais já oferecem também cursos a distância, como a Universidade de Brasília (UnB). Em 1979, a instituição oferecia cursos cujos materiais eram publicados em jornais. Em 1979, a UnB criou ainda o Centro de Educação a Distância (Cead), primeiro órgão a oferecer cursos EAD de uma universidade do país.


Em julho de 2012, foi criada a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), instituição que nasce para oferecer cursos de graduação e de pós-graduação a distância. A Univesp é pública e foi criada pelo estado de São Paulo.


DESAFIOS


Ao divulgar o Censo da Educação Superior em setembro, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou que o índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo no Brasil e, segundo ele, o governo tem como meta garantir a qualidade e ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o MEC, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada, com 83,7% do total.


A educação a distância pode ajudar que um país continental, como o Brasil, consiga ampliar o acesso ao ensino superior. Apesar de essa modalidade de ensino estar crescendo, segundo o Censo da EAD 2013, criado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), os desafios são grandes. O mercado de trabalho ainda tem um traço de desconfiança na formação que não exige a presença diária do estudante na sala de aula. No entanto, os alunos da EAD provaram no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2010, que podem obter rendimento tão alto quanto o de alunos dos melhores cursos presenciais do país. E o próprio crescimento da EAD traz um aumento na proporção de cursos de qualidade.

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