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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Educação a distancia cresce no país

As graduações na modalidade a distância ainda são poucas quando comparadas à oferta de cursos presenciais. No entanto, a educação a distância (EAD) é a que mais cresce no Brasil. O número de matrículas subiu de 5,3 mil em 2001 para mais de 1,1 milhão em 2012 e já representa 15,8% do total no ensino superior.

Entre 2011 e 2012, as matrículas em cursos superiores cresceram a um ritmo mais elevado nessa modalidade do que em cursos presenciais. Enquanto o número de inscritos em cursos de EAD teve alta de 12,2% no período, as matrículas em cursos presenciais tiveram um aumento de 3,1%. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).


MAIOR QUALIFICAÇÃO


O rápido crescimento dos cursos de EAD se explica, em parte, pela exigência do próprio mercado de trabalho: as empresas querem dos candidatos a emprego um nível educacional cada vez mais alto. Ao mesmo tempo, o mercado pede, também, competências que os estudantes de EAD, mais do que aqueles de um curso presencial, desenvolvem durante a graduação: disciplina, objetividade, familiaridade com as ferramentas de tecnologia da informação (TI) e autonomia para resolver problemas.

Outro fator que influenciou no crescimento da EAD nos últimos anos foi a escalada social de grande parcela dos brasileiros, que passou a integrar a classe média. O aumento de renda permitiu a essa camada da população voltar às salas de aula ou mesmo ingressar na educação superior. Uma graduação a distância sai cerca de 15% a 40% mais barata do que uma na modalidade presencial, na mesma escola.


Nos primeiros anos de EAD no país, a maior parte dos alunos era de moradores de pequenas cidades do interior do Brasil, onde não existem faculdades. Esse foi o principal campo de crescimento do modelo entre 2001 e 2008. No entanto, os cursos atraem cada vez mais moradores das regiões metropolitanas, pois oferecem horários flexíveis e economia de tempo - vantagem para quem tem que conciliar estudo e trabalho.


De acordo com o Censo da Educação Superior, são 2.416 instituições de ensino no Brasil que oferecem 31.866 cursos de graduação, sendo que 30.718 (96,39%) são oferecidos na modalidade presencial e 1.148 (3,4%), a distância. Predominam as matrículas em cursos de licenciatura, que correspondem a 40,4%. Os cursos de bacharelado nessa modalidade detêm 32,3% dos matriculados e os tecnológicos, 27,3%.


CONCEITO E HISTÓRICO


A educação a distância é uma modalidade de ensino em que alunos e professores estão separados, física ou temporalmente, que pode ser aplicada à educação básica e superior. Esse modelo de educação ainda enfrenta dificuldades no país, que envolvem desde questões tecnológicas - já que para viabilizar o aprendizado é necessária a utilização de suportes tecnológicos - até de resistência de professores e alunos quanto ao modelo de ensino.


O crescimento da internet facilitou a difusão da EAD à medida que disponibiliza materiais e promove a interação entre alunos e professores. Mesmo assim, podem ser considerados cursos a distância aqueles que surgiram antes da internet e utilizam a televisão, o rádio, correspondências e até mesmo jornais para viabilizar o aprendizado

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Os primeiros sinais de educação a distância surgiram ainda no século XVIII com formações profissionalizantes oferecidas por meio de correspondência ou por jornais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Gazeta de Boston oferecia desde 1728 materiais para ensino em suas páginas. Na Europa, a primeira escola por correspondência surgiu em 1840, no Reino Unido.


No Brasil, os primeiros indícios aparecem no começo do século XX. Em 1904, o Jornal do Brasil publicou um anúncio de cursos de datilografia por correspondência. Algumas das instituições pioneiras em educação a distância no país existem até os dias de hoje. Pode ser citado, por exemplo, o Instituto Monitor, que nasceu em 1939 oferecendo cursos profissionalizantes. Formalmente, a educação a distancia só surgiu no país em 1996, quando foi criada a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Atualmente, o que se refere à EAD está vinculado à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).


Entre as Universidades no país, várias instituições tradicionais em cursos presenciais já oferecem também cursos a distância, como a Universidade de Brasília (UnB). Em 1979, a instituição oferecia cursos cujos materiais eram publicados em jornais. Em 1979, a UnB criou ainda o Centro de Educação a Distância (Cead), primeiro órgão a oferecer cursos EAD de uma universidade do país.


Em julho de 2012, foi criada a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), instituição que nasce para oferecer cursos de graduação e de pós-graduação a distância. A Univesp é pública e foi criada pelo estado de São Paulo.


DESAFIOS


Ao divulgar o Censo da Educação Superior em setembro, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou que o índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo no Brasil e, segundo ele, o governo tem como meta garantir a qualidade e ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o MEC, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada, com 83,7% do total.


A educação a distância pode ajudar que um país continental, como o Brasil, consiga ampliar o acesso ao ensino superior. Apesar de essa modalidade de ensino estar crescendo, segundo o Censo da EAD 2013, criado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), os desafios são grandes. O mercado de trabalho ainda tem um traço de desconfiança na formação que não exige a presença diária do estudante na sala de aula. No entanto, os alunos da EAD provaram no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2010, que podem obter rendimento tão alto quanto o de alunos dos melhores cursos presenciais do país. E o próprio crescimento da EAD traz um aumento na proporção de cursos de qualidade.

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Forte abraço,

Prof. Sérgio Torres







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