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sábado, 28 de março de 2015

Astrônomos desvendam enigma de estrela misteriosa que surgiu no céu em 1670



Em 1670, uma estrela surgiu misteriosamente logo abaixo da cabeça da constelação do Cisne, intrigando os mais destacados astrônomos europeus da época. Mentes brilhantes como o polonês Johannes Hevelius, pai da cartografia lunar, e o italiano Giovanni Cassini, que fez grandes descobertas sobre Saturno, documentaram o misterioso aparecimento da forma mais detalhada que podiam, mas sem a ajuda de equipamentos poderosos, não conseguiram descobrir muita coisa. O objeto era curioso: apesar de ser facilmente visível a olho nu, seu brilho variou ao longo de dois anos até desaparecer e aparecer novamente por duas vezes, antes de sumir de vez.




Ao longo de todos estes séculos, os cientistas acreditavam que a chamada Nova Vulpeculae 1670 tenha sido uma nova, um tipo de explosão que acontece em sistemas estelares binários quando uma anã branca “rouba” hidrogênio de sua parceira. Mas uma equipe de pesquisadores acaba de descobrir que o evento espetacular foi um tipo muito mais raro e violento de explosão, causado pela colisão de duas estrelas. O choque cataclísmico conhecido como transiente vermelho faz com que elas se fundam e emitam um brilho mais forte que o de uma nova, porém menos intenso que o de uma supernova.
“Observamos agora esta região nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro e descobrimos que o meio que circunda os restos da estrela está imerso num gás frio rico em moléculas, apresentando uma composição química muito incomum”, explicou em um comunicado o astrofísico Tomasz Kamiński, autor principaldo estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature.
Ao investigar os arredores da Nova Vul 1670 com os potentes telescópios submilimétricosAPEX e SMA do Observatório Europeu do Sul, a equipe de pesquisadores descobriu que a massa do material expelido era elevada demais para se enquadrar em uma nova, e os isótopos também não se encaixavam nesta definição. Depois de descartarem esta hipótese, a da colisão abrigou perfeitamente os dados experimentais. “Este tipo de descoberta é o mais divertido, pois trata-se de algo completamente inesperado!”, comentou Karl Menten, co-autor da pesquisa.

Forte abraço,
Prof. Sérgio Torres
Dicas de Física e Super Interessantes


                                                     Sergio Torres

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